Página Inicial Data de criação : 08/02/13 / Última actualização : 08/08/07 11:20 / 38 Artigos publicados
 

Manual vai ensinar a adoptar crianças  Inserido Thursday 07 August 2008 11:20

Blogue de paula : Cantinho dos Bébés, Manual vai ensinar a adoptar crianças
Guia para contrariar tendência para o bebé ideal

00h30m

ALEXANDRA MARQUES

Até ao final de 2008, vai ser lançado um Manual de Formação para Candidatos a adoptantes de crianças e jovens. De poucos meses, brancos, saudáveis e do sexo feminino. O "bebé ideal" impede mais adopções.

Os organismos e serviços que funcionam na área da adopção em Portugal decidiram elaborar um guia de formação, tanto para os que pretendem ser pais adoptivos, como para os que já o são.

O manual - que está a ser elaborado por um grupo de trabalho multidisciplinar - deverá estar pronto até Dezembro e será validado por entidades independentes de vários pontos do país.

O documento do Instituto da Segurança Social (ISS) - a que o JN teve acesso - realça que além da Convenção de Haia recomendar que haja formação ao longo de todo o processo, inclusive após a criança ou o jovem ter sido entregue à família -, os serviços também diagnosticaram "a necessidade de formação no âmbito da adopção nacional".

O manual pretende contribuir para a alteração dos pedidos que até agora têm dominado: criança até três anos, sem problemas graves de saúde ou deficiência, e de raça causcasiana.

"A esmagadora maioria dos candidatos à adopção são casais com história de infertilidade", muitos dos quais se submeteram a técnicas de fertilização, tendo optado pela adopção ao mesmo tempo ou depois de desistirem dos métodos facultados pela procriação medicamente assistida.

Estes casais pretendem, por isso, "a criança que não puderam gerar pela via natural, ou seja a criança de tenra idade" e a sua motivação principal prende-se com "o desejo legítimo à realização da parentalidade".

O perfil destes candidatos faz com que, dos 2363 inscritos até ao final de Junho, 2305 queiram adoptar crianças até aos três anos. Destes, 1261 aceitam receber até aos seis anos, mas 1044 só deseja que lhe entreguem um bebé até aos 36 meses de idade.

Também na escolha da cor da pele é verificável a preferência dos pais adoptantes: só 342 dos candidatos aceitam adoptar uma criança que não seja branca.

Nas deficiências, os candidatos são ainda mais irredutíveis: só 88 estão dispostos a acolher e cuidar de uma criança menos saudável.

Embora 153 dos inscritos não se importem de ficar a cargo com um menor que tenha problemas ligeiros de saúde como, por exemplo, asma, bronquite ou qualquer tipo de alergia.

"Apenas um grupo menor de candidatos" não se importa de ter "uma criança de idade mais avançada, portadora de doença ou de raça diferente da sua" e que tenha irmãos também em situação de adoptabilidade.

O relatório refere igualmente que "através de acções de informação/formação" a médio prazo talvez seja possível "ajudar os candidatos a descentrar-se da criança bebé que não puderam ter" e a querer, simplesmente, um filho sem indicar requisitos especiais.

Quase 1200 crianças estão já em processo de adoptabilidade. É o que indicam as listas nacionais de adopção no final de Junho.

Destas 1190, a maioria (1065) já se encontrava inserida nas novas famílias: 452 com a adopção já decretada pelo tribunal e 613 em fase de pré-adopção (nos seis meses que distam entre a entrega da criança e a declaração do juíz) e 125 estavam em vias de integração.

O relatório mostra ainda que , embora maioria dos candidatos a adoptantes (1555) não tenha assinalado preferência de género, as meninas são três vezes mais desejadas. Com 665 pedidos contra as 212 solicitações para meninos.

O documento assinala ainda só existir "paridade estatística" nas fratrias de adoptabilidade, ou seja, nas pretensões de adoptar uma criança com irmãos também adoptáveis. Mesmo assim há 633 crianças nessa situação para 514 candidatos.

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Siga o desenvolvimento do seu bebé  Inserido Wednesday 06 August 2008 12:37

Estes gráficos são um indicador destinado a monitorizar a saúde do seu filho. Nos primeiros meses, o seu bebé vai crescer a uma ritmo espantoso. Depois, a partir dos 12 meses, este pico de crescimento começa a abrandar. O rácio entre a altura e o peso é um bom indicador para detectar eventuais problemas de crescimento. Não é necessário pesar e medir o seu bebé todos os dias – uma vez por mês e/ou sempre que for visto pelo médico é mais do que suficiente.
Se os bebés dos seus amigos lhe parecerem maiores ou mais pequenos do que o seu, não se preocupe – cada criança possui o seu próprio ritmo de desenvolvimento.

A curva azul- refere-se à evolução dos bebés do sexo masculino

A curva rosa- refere-se à evolução dos bebés do sexo feminino.

Do lado direito de cada gráfico encontram-se os percentis, que indicam se o bebé está abaixo, acima ou na média dos valores para bebés da sua idade e sexo.

 

 Curva do Peso

 

 Curva da Altura

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Problemas na Gravidez: Pré-eclampsia e eclampsia  Inserido Tuesday 05 August 2008 14:59

Blogue de paula : Cantinho dos Bébés, Problemas na Gravidez: Pré-eclampsia e eclampsia

A pré-eclampsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto. A eclampsia é uma forma de pré-eclampsia mais grave, que provoca convulsões ou coma.

A pré-eclampsia verifica-se em 5 % das mulheres grávidas. É mais frequente nas primeiras gravidezes e nas mulheres que já têm a tensão arterial elevada ou que sofrem de um problema nos vasos sanguíneos. A eclampsia surge em 1 de cada 200 mulheres que têm pré-eclampsia e, em geral, é mortal, a menos que seja tratada com rapidez. No entanto, desconhecem-se as causas da pré-eclampsia e da eclampsia. O risco mais importante da pré-eclampsia é o desprendimento prematuro da placenta da parede uterina.

Na pré-eclampsia, a tensão arterial é superior a 140/90 mmHg, aparece edema na cara ou nas mãos e são detectados valores anormalmente elevados de proteínas na urina. Também se considera que tem pré-eclampsia uma mulher cuja tensão arterial aumenta consideravelmente, mas mantém-se abaixo dos 140/90 mmHg durante a gravidez.

Os recém-nascidos de mulheres pré-eclâmpsicas têm 4 a 5 vezes mais probabilidades de ter problemas pouco depois do parto do que os de mulheres que não sofram dessa doença. Os recém-nascidos podem ser pequenos porque a placenta funciona mal ou porque são prematuros.

Tratamento

Ao contrário da tensão arterial elevada (hipertensão), a pré-eclampsia e a eclampsia não respondem aos diuréticos (fármacos que eliminam o excesso de líquido) nem às dietas de baixo teor em sal. Aconselha-se a mulher a que consuma uma quantidade normal de sal e que beba mais água. O repouso na cama é importante. Em geral, também é aconselhada a virar-se sobre o lado esquerdo, visto que assim é exercida menor pressão sobre a grande veia do abdómen (veia cava inferior), que devolve o sangue ao coração, e melhora o fluxo sanguíneo. Em certos casos, pode ser administrado sulfato de magnésio por via endovenosa para fazer descer a tensão arterial e evitar as convulsões.

Em caso de pré-eclampsia ligeira, acamamento pode ser suficiente, mas a mulher deverá consultar o seu médico de 2 em 2 dias. Se não melhorar com rapidez, deve ser hospitalizada e, se o problema continuar, o parto deve ser provocado quanto antes.

Uma mulher que sofra de pré-eclampsia grave deve ser hospitalizada e permanecer na cama. O facto de administrar líquidos e sulfato de magnésio por via endovenosa muitas vezes alivia os sintomas. Em 4 a 6 horas a tensão arterial costuma baixar até atingir valores normais e pode-se proceder ao parto sem correr nenhum risco. Se a tensão arterial continuar alta, são administrados mais fármacos antes de se tentar provocar o parto.

Uma importante complicação da pré-eclampsia e da eclampsia graves é a síndroma HELLP, que consiste no seguinte:

  • Hemólise (destruição de glóbulos vermelhos);
  • Aumento dos enzimas hepáticos (liver), que indicam lesão hepática;
  • Baixa (low, em inglês) contagem de plaquetas, o que indica uma deficiente capacidade de coagulação do sangue (um problema potencialmente grave durante e depois do parto).

A síndroma HELLP é mais provável que apareça quando se atrasa a instituição do tratamento da pré-eclampsia. Se surgir a síndroma, deve-se fazer uma cesariana, o método disponível mais rápido, a não ser que o colo uterino esteja suficientemente dilatado para permitir um rápido nascimento pela vagina.

Depois do nascimento, controla-se exaustivamente a mulher para detectar sinais de eclampsia. Uma quarta parte dos casos de eclampsia acontece depois do parto, em geral nos primeiros 2 a 4 dias. À medida que o estado da mulher melhora de forma gradual, é incentivada a caminhar um pouco. Mesmo assim, pode ser-lhe administrado um sedativo suave para controlar a tensão arterial. A hospitalização pode durar de poucos dias a algumas semanas, conforme a gravidade da doença e suas complicações. Mesmo depois de ter sido dada alta, é possível que a mulher tenha que tomar medicamentos para reduzir a tensão arterial. Em geral, deve consultar o médico, pelos menos de 2 em 2 semanas durante os primeiros meses depois do parto. A sua tensão arterial pode, no entanto, manter-se elevada durante 6 a 8 semanas, mas, se se mantiver alta durante mais tempo, talvez a sua causa se deva a outro problema e não à pré-eclampsia.

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Viver preso sem cometer nenhum crime  Inserido Monday 04 August 2008 10:58

226 crianças estão em cativeiro no Afeganistão porqueé a única forma de poderem ficar junto das suas mães

01h06m

São menores, alguns são bebés, e não cometeram nenhum crime - mas estão na prisão. O Afeganistão contabiliza nesta altura 226 crianças que crescem encarceradas. Qual o seu delito? Querem viver com as suas mães, que estão na cadeia.

Em muitos países europeus, crianças até 3 anos são autorizadas a permanecer com as suas mães na prisão para superar a dor da separação. Nos EUA, algumas cadeias também permitem que as mães vivam com os filhos, em vez de serem adoptados ou ficarem a cargo da segurança social. Mas no Afeganistão as razões são mais urgentes: pobreza e segurança. É uma solução extrema, mas na prisão estas crianças têm, pelo menos, educação, tratamento médico e outros tipos de ajuda num país extremamente pobre, dilacerado pela guerra e onde as casas confortáveis são uma raridade.

"Eu vivia numa tenda, não tinha emprego nem dinheiro. Aqui na prisão, os meus filhos podem pelo menos comer", relata Qandy, mulher de 30 anos acusada de ter roubado um telemóvel e que vive com o filho de três anos e a bebé de 12 meses.

Algumas destas 226 crianças nasceram atrás das grades; outras vieram porque as suas mães pediram, esclarece um membro da Cruz Vermelha do Afeganistão. "Não é sítio para uma criança crescer, mas quando a mãe foi presa por ter matado o pai, que alternativa têm?".

Habitualmente, as crianças dormem na cela com as mães, mesmo que sejam já adolescentes, e, às vezes, em minúsculas jaulas onde era suposto haver uma só pessoa vivem quatro. Os recém-nascidos são colocados em mini-camas de rede improvisadas com lenços atados às barras de ferro.

Apesar da segurança pessoal, as crianças nas prisões do Afeganistão não têm espaços abertos para brincar, nem brinquedos, ainda que a algumas seja permitido sair temporariamente do espaço prisional, como acontece na nova cárcere de Cabul construída com a ajuda das Nações Unidas.

Algumas crianças também vivem em cativeiro devido ao medo de represálias pelo crime da sua progenitora - ou simplesmente porque as mães não querem que as filhas sejam vendidas em casamento, já que é frequente, por exemplo, tios venderam sobrinhas órfãs para resgatarem o dote do matrimónio - que pode atingir pequenas fortunas. É caso da filha de 14 anos de Shaperai, condenada a 16 anos pelo homicídio do marido, e que já cumpriu metade da pena. "Se deixasse a minha filha longe de mim, o tio dela ia vendê-la, tenho a certeza. Pelo menos, aqui, sei que nada de mal lhe vai acontecer".

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Gravidez e Nascimento  Inserido Friday 01 August 2008 10:52

Blogue de paula : Cantinho dos Bébés, Gravidez e Nascimento

Não se preocupe, seja feliz!

Está feliz por estar grávida…. Mas será que está pronta para o grande dia? Talvez ainda tenha muitas perguntas a passarem-lhe pela cabeça. Perguntas que não são sempre fáceis de responder porque constituem, na realidade, as grandes perguntas que todas as grávidas fazem a si mesmas!

 

Tornar-se mamã é um passo importante. São várias as “grandes perguntas” que podem estar a passar pela sua cabeça. Mas não se esqueça: ter um bebé é a coisa mais maravilhosa do mundo!

 

Estou pronta?

Sempre desejou ter um filho? Encontrou o pai perfeito? Então está pronta para embarcar na aventura da maternidade. Contudo, se ainda estiver a pesar racionalmente os prós e os contras, é aconselhável esperar mais um pouco até estar verdadeiramente madura e certa da sua escolha.

 

O meu bebé vai ser saudável?

Todas as mulheres se perguntam isto. A própria vigilância médica da gravidez pode ser uma fonte de ansiedade. É importante falar sobre isto tanto com o seu companheiro como com o seu médico no decorrer da gravidez. Ele poderá informá-la, tranquilizá-la e aconselhá-la.

 

Porque estou preocupada com o parto?

Quanto mais próxima a data prevista do nascimento, maior a preocupação. O medo de não estar à altura da tarefa e, por vezes, a apreensão sobre esta criança desconhecida são perfeitamente legítimos.
Lembre-se que, se as mulheres têm dado à luz desde o princípio dos tempos, não existe qualquer razão pela qual você não o consiga fazer. Dar à luz é a coisa mais natural no mundo.

 

Ser mãe surge naturalmente?

Nem sempre é fácil ser-se pai. E tomar conta de uma criança pode, por vezes, transformar-se numa corrida de obstáculos. Não existe uma fórmula mágica para criar bem uma criança e os pais perfeitos também não existem. Por isso, não se preocupe de forma indevida.
Educar uma criança é, acima de tudo, ajudá-la a crescer e tudo o que é necessário para isto é o seu apoio e um ouvido atento.

 

Será que vou gostar do meu bebé?

O instinto materno nem sempre surge de forma natural. Muitas mães admitem não ter sentido este amor incondicional face ao seu bebé recém-nascido nos dias a seguir ao nascimento. Contudo, o amor de uma mãe é poderoso e muito rapidamente se enraíza indelevelmente, para nunca mais desaparecer.

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